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Junta de Freguesia de Maceda
Centro Cultural e Recreativo de Maceda
Falar da “Caridade Godinho” implica falar de José Francisco da Costa Godinho, seu doador, possuidor de avultados bens, falecido em Outubro de 1890. No seu testamento deixou à Junta da Paróquia da Freguesia de Maceda a quantia de seis contos de reis, para serem empregados em inscrições do Governo Português e com os juros de fazer uma casa para os pobres da freguesia. Depois de construída, com os juros a ir custeando e à qual desejava lhe desse o nome de “Caridade Godinho”. Ficava a Junta com a obrigação de todos os anos mandar celebrar o aniversário do seu falecimento uma Missa por sua alma.
Construída a casa, foi uma parte ocupada, mais tarde, como escola primária, onde aí se manteve por largos anos, até a construção da nova escola. Abandonada, então, a “Caridade Godinho” tornou-se necessário dar-lhe um novo rumo.
E, porque o Associativismo é um factor muito importante no desenvolvimento de uma comunidade, assim pensou há 20 anos um grupo de cidadãos Macedenses.
Contactada a Junta e após várias Assembleias de Freguesia, tendo como ponto da ordem de trabalhos: Definição e modo de funcionamento do bar “Caridade Godinho” com eventual criação do Centro Cultural e Desportivo é nomeada uma comissão que fazem parte Manuel Alves Pereira, José Godinho de Almeida, José Vilas, Manuel de Sousa Ribeiro, José da Silva Correia, Nelson Vilas de Oliveira, Manuel Nogueira Gomes e Manuel Manarte, é aprovada, depois de várias alterações, uma proposta onde se lê: “De acordo com o parecer dessa comissão a Junta de Freguesia proceda ao aproveitamento do parque de estacionamento do bar “Caridade Godinho” e de parte da cave para instalações desportivas”.
As obras não deveriam ser avultadas já que imperioso proceder-se à compra de um terreno mais propício a actividades desportivas.
Feita a cedência das instalações e depois de algumas obras (construção de Balneários, ringue e zona envolvente) é criado o Centro Cultural e Recreativo de Maceda a 30 de Dezembro de 1980. Os estatutos são publicados no Diário a República a 18 de Fevereiro de 1981 no 41 – III série.
E a primeira direcção toma posse a 30 de Janeiro de 1982. A colectividade chega a 1000 sócios com uma actividade cultural e desportiva intensa. Os anos passam, várias direcções e a colectividade conhece, então bons e maus períodos.
As pessoas não estão vocacionadas para viver em grupo, frequentarem colectividades, trabalhar em prol dos outros. E o associativismo morre. É o individualismo, a comodidade pessoal. Na verdade é bem melhor o cantinho da lareira nos dias frios e chuvosos de Inverno ou o passeio à beira mar nas lindas noites de Verão. É o desinteresse total da nossa Comunidade, da Comunidade Macedense. É o desinteresse total de quem, com responsabilidades nesta casa, não a frequenta. E a última direcção foi eleita em Janeiro do corrente ano. Dos 15 elementos jovens que dela fazem parte apenas meia dúzia estão em funções. E a eles, esta massa jovem, compete tomar o rumo do Associativismo. Mas onde estão eles? O mundo, lá fora, oferece-lhes um sem número de lugares de diversão (infelizmente nem sempre os mais saudáveis). Por tal, em lanço de apelo aos Pais e Encarregados de Educação. E necessário, é imperioso que bem cedo habituem os vossos filhos a viverem o Associativismo, a frequentarem o C.C.R.M. O C.C.R.M. é património de Maceda, é nosso e é dos nossos filhos. Acompanhai-nos e talvez não choreis nunca as lágrimas que hoje podereis evitar. Dando o exemplo, frequentai o C.C.R.M. participai nas suas actividades.
O Presidente do CCRM
Mário Manuel da Silva Reis
C.N.E. – Agrupamento no 1000 S. Pedro de Maceda
O Agrupamento no 1000 do C.N.E. (Corpo Nacional de Escutas, escutismo católico português) foi fundado em 02/05/1993,
por iniciativa do páraco da freguesia, Padre Florentino Sousa.
Actualmente conta com 48 elementos assim distribuídos: 10 lobitos (7 a 10 anos), 10 exploradoes (14 a 17 anos), 19 pioneiros (17 a 20 anos), 2 caminheiros (18 a 25 anos) e 7 diregentes.
Reúnem-se semanalmente ao Sábado das 15 ás 17 horas na sede sé para esse efeito, no edifício paraquial. Aquelas reuniões, sempre que possível são ao ar livre e são preparatórias para três grandes actividades anuais que se realizam em Dezembro, Maio e Julho/Agosto.
Os temas e locais das grandes actividades são normalmente sugeridas pelos próprios escuteiros, bem como os projectos. Os dirigentes ajudam no seu planeamento e concretização e posteriormente na condução da avaliação. Todas as actividades são pensadas e realizadas tendo em conta cincos pólos educativos que são os pilares do escutismo: carácter, imaginação, habilidade manual, saúde e desenvolvimento da fé O método utilizado é o jogo em grupos de 6 a 7 elementos (as equipas) fundamentado em manuais e metodologias próprios para cada secção de acordo com o espírita do fundador do escutismo Baden Powel.
Os pais dos escuteiros têm estatuto de órgão consultivo e são chamados e incentivados a colaborar nas actividades. O grande problema deste Agrupamento é o da falta de dirigentes que impede assim o aumento do seu efectivo.
Actividades mais importantes até agora realizadas: Inauguração com cerca de 600 escuteiros de todo o País, acampamentos em Évora, serra da Freita, Lousã, S. Pedro do Sul, S. Jacinto, Buçaquinho – Cortegaça, barragem do Carrapatelo, Via Sacra ao viva em Fátima, limpeza da mata de Maceda, inspecções costeiras mensais, levantamento do rio S. Geraldo, limpeza das fontes e tonques públicos, convívio com utentes do Centro de Reabilitação de Toxicodependentes de Avanca, Ceia de Natal com utentes do Lar da 3ª idade, Expo´98 e peregrinação (a pé) à Sé Catedral do Porto integrada no Jubileu 2000.
Foi o trabalho possível nestes 7 anos de vida do Agrupamento e graças ao empenho e dedicação dos seus elementos (escuteiros, dirigentes e assistente), mas também à colaboração sempre pronta do Centro Social e Paroquial de Maceda, da Junta de freguesia de Maceda, da Câmara Municipal de Ovar, do Governo Civil de Aveiro, do Aeródromo de Manobras no 1 Maceda e tantos outros organismos e pessoas que não caberiam nesta simples folha de papel, por serem muitos.
A todos, muito obrigado por terem colaborado na oportunidade aos jovens de construírem por um mundo melhor.
Sempre Alerta Para Servir.
Direcção do Agrupamento:
João M. R. B. Pereira
(Chefe de Agrupamento)
Grupo de Danças e Cantares de S. Pedro de Maceda
Fundado em 29/06/1981, o Grupo de Danças e Cantares de S. Pedro de Maceda, teve inicialmente por função animar pequenos leilões com vista à angariação de fundos para financiar obras da paróquia. Esse Grupo foi formado maioritariamente por adolescentes que frequentavam os últimos volumes da catequese.
A alegria e o entusiasmo bem patentes nos convívios em que o “pequeno” Grupo participava, encorajou os seus responsáveis de forma a dar continuidade ao trabalho iniciado, pois a aceitação local de ver renascer um rancho folclórico era demasiado forte para abandonar todo o apoia e carinho recebidos.
De facto este Grupo não foi o primeiro que surgiu em Maceda a cantar e a dançar o folclore da região. Por volta dos anos 30 já “Os Onze Verdes” tinham brilhado com as suas actuações em manifestações folclóricas e etnográficas cheganda mesmo alguns figurantes de Maceda a serem galarddoudos a nível distrital em desfiles de trajes regionais.
Devido á sua localização no litoral por um lado onde predomina o vareirismo ligado às fainos do mar e do que Maceda muito se orgulha, conforme registos que datam do séc. XVIII relacionados com as tão conhecidas “campanhas” de pesca e por ter pertencido ao conselho de Santa Maria da Feira (Terras de Santa Maria) até ao séc. XIX, mais propriamente até 1878, data em que passou a integrar o conselho de Ovar, o folclore desta terra, tem assim características ímpares fortemente enraizadas naqueles costumes.
Composto por cerca de 50 elementos, tem 8/10 pares de dançarinos, senda os restantes, figurantes e tocadores. Da tocata fazem parte os seguintes instrumentos: acordeões, violas, cavaquinhos, rela, ferrinhos, e bombo.
Durante certa de 9 anos, o Grupo esteve ligada ao Centro Social e Paroquial de S. Pedro de Maceda, como secção cultural, gozando de autonomia administrativa. Tendo em conta as crescentes necessidades de apoios e expansão de actividades, em 20/03/1990, por escritura pública celebrada no Cartório Notarial de Ovar, Constituiuse como associação cultural com estatutos próprios.
E, esboçado que foi o quadro etnográfico em que o Grupo de Danças e Cantares desenvolve a sua intensa actividade contando por êxitos os festivais já realizados, bem como as actuações de Norte a Sul do País exibindo o seu inconfundível folclore. Destacando-se por serem consagradamente conhecidos alguns dos seus números da vastíssimo repertório, que são: Vira de Roda, Vira Cruzado, Farrapeirinha, Lambão, Canínha.
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